quinta-feira, 25 de março de 2010
DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: 03/12
A 37ª Sessão Plenária Especial sobre Deficiência da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, realizada em 14 de outubro de 1992, em comemoração ao término da Década, adotou o dia 3 de dezembro como Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, por meio da resolução A/RES/47/3. Com este ato, a Assembléia considera que ainda falta muito para se resolver os problemas dos deficientes, que não pode ser deixado de lado pelas Nações Unidas.
A data escolhida coincide com o dia da adoção do Programa de Ação Mundial para as Pessoas com Deficiência pela Assembléia Geral da ONU, em 1982. As entidades mundiais da área esperam que com a criação do Dia Internacional todos os países passem a comemorar a data, gerando conscientização, compromisso e ações que transformem a situação dos deficientes no mundo. O sucesso da iniciativa vai depender diretamente do envolvimento da comunidade de portadores de deficiência que devem estabelecer estratégias para manter o tema em evidência.
EDUCAÇÂO INCLUSIVA
MEIO AMBIENTE E NOSSA ÁGUA
22 de março
Este é o dia internacional da água, essencial para a vida na Terra
Antonio Carlos Olivieri*
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
O dia 22 de março foi dedicado pela Organização das Nações Unidas à água, na Rio 92 - conferência sobre o meio ambiente que o Brasil sediou.
A água representa 70% da superfície do planeta. Só 2,5% desse total é de água doce - aquela adequada para o consumo do homem. É bom lembrar que a água doce não serve só para beber. Ela também é usada na higiene, na limpeza, na indústria e, principalmente, na agricultura. No século
Resíduos químicos e dejetos
Da água doce disponível, boa parte é poluída pelos resíduos químicos das indústrias nos países desenvolvidos e, nos países pobres, a falta de esgotos gera a contaminação pelos dejetos humanos.
Um estudo das Nações Unidas, realizado em 2000, chegou à conclusão de que, em 2020, 45% da população do planeta podem ficar sem água doce. A questão afeta mais diretamente os habitantes da Ásia e da África.
O Brasil tem 16% da água doce do planeta. Só existe um porém: a distribuição desses recursos hídricos no território nacional. Enquanto 68% da água do país está na região Norte, a grande maioria da população brasileira se concentra em outras regiões, como o Sudeste, que conta somente com 6% de nossas reservas de água.
Economia e reaproveitamento
A água doce pode ser reciclada: é possível tratar a água dos esgotos ou aquela utilizada pela indústria. No Arizona, por exemplo, um Estado norte-americano formado por terras áridas, 80% das águas dos esgotos já são reaproveitadas. Extrair o sal da água do mar e torná-la adequada para a agricultura também é possível.
Uma pesquisa da ANA (Agência Nacional da Água) revela que cada brasileiro usa, todo dia, pelo menos
Reduzir o desperdício e ajudar o mundo a driblar a escassez também dependem de pequenos gestos, como fechar a torneira enquanto usamos a escova de dentes ou nos ensaboamos no banho. Você sabia que 15 minutos com o chuveiro ligado significa jogar fora
· Para cada
Descubra outras curiosidades sobre a água:
- Graças à água é que surgiu a primeira forma de vida do planeta há milhões de anos; dela o processo evolutivo caminhou até formar nossa espécie e continua a manter toda a diversidade que conhecemos.
- O homem pode passar até 28 dias sem comer, mas apenas 3 dias sem água.
- Três quartos da superfície do nosso mundo são cobertos por água, sendo 97% salgada, e apenas 3% doce. Contudo, do percentual total da água doce existente, a maior parte encontra-se sob a forma de gelo nas calotas polares e geleiras, parte é gasosa e parte é líquida - representada pelas fontes subterrâneas e superficiais. Já os rios e lagos, que são nossas principais formas de abastecimento, correspondem a apenas 0,01% desse percentual, aproximadamente.
- No Brasil, mais de 90% dos esgotos domésticos e cerca de 70% dos efluentes industriais não tratados são lançados nos corpos d'água.
- De toda a água que se retira de mananciais para abastecer as capitais brasileiras, quase a metade (45%) se perde antes de chegar às casas e atender à população. A principal causa são os vazamentos na rede.
- Mais de 1 bilhão de pessoas sofrem com a falta de água para consumo.
- Mais da metade da população mundial - cerca de três bilhões de pessoas - sofrerá escassez de água em 2025, segundo a Unesco.
- O gotejamento de uma torneira chega a um desperdício de
- Um buraco de
- Os países com maior quantidade de água per capita são: Guiana Francesa, Islândia, Guiana, Suriname, Congo, Papua Nova Guiné, Gabão, Ilhas Salomão, Canadá e Nova Zelândia
- Os países com menos água per capita são: Kuait, Emirados Árabes Unidos, Bahamas, Qatar, Maldivas, Líbia, Arábia Saudita, Malta, Cingapura e Jordânia
Fonte: Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), Snis (Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento) e ONU (Organização das Nações Unidas
20 DE NOVEMBRO - preconceito&respeito
Há mais de 30 anos, o poeta gaúcho Oliveira Silveira sugeriu que se comemorasse em 20 de novembro o Dia Nacional da Consciência Negra, pois essa data era mais significativa para a comunidade negra brasileira do que o 13 de maio. "Treze de maio traição, liberdade sem asas e fome sem pão", assim definia Silveira o Dia da Abolição da escravatura em um de seus poemas, referindo-se à lei que libertou os escravos, mas sem lhes dar condições de trabalhar e viver com dignidade.
Em 2003, o Congresso Brasileiro aprovou uma lei federal criando esse dia. A mesma lei tornou obrigatório nas escolas o estudo sobre história e cultura afro-brasileira. A idéia é ensinar aos alunos de todo o país a história dos povos africanos, a luta dos negros no Brasil e a influência do negro na formação da sociedade nacional.
O dia 20 de novembro é aniversário da morte de Zumbi, grande líder guerreiro doquilombo dos Palmares, assassinado em 1695, há mais de 300 anos. Ele é considerado símbolo da resistência contra a escravidão, por isso, as entidades e organizações não governamentais dos movimentos negros no Brasil definiram esse dia para manter viva a memória dessa figura histórica e sua importância na luta pela libertação dos escravos.
Você sabe o que é um quilombo? A palavra é de origem africana e quer dizer acampamento guerreiro na floresta. Quando os escravos conseguiam fugir, iam para os quilombos escondidos no meio das matas. Palmares, na Serra da Barriga (Alagoas), foi o maior deles todos e, na verdade, era formado por muitos quilombos juntos, com mais de 30 mil habitantes. Para você fazer uma idéia do que isso significa, a cidade de São Paulo, 250 anos mais tarde, teria apenas 25 mil habitantes.
Zumbi nasceu em Palmares, filho e neto de guerreiros de Angola, na África, escravizados e vendidos no Brasil. Com poucos dias de vida, foi seqüestrado e entregue a um padre que o batizou com o nome de Francisco. Aos 15 anos, Francisco que havia aprendido português e latim, fugiu e voltou para o quilombo, onde mudou seu nome para Zumbi que significa "Senhor da Guerra", "Fantasma Imortal" ou "Morto Vivo", no idioma africano banto. Daí em diante chefiou os negros nos combates contra bandeirantes e capangas dos fazendeiros que queriam escravizá-los novamente. Foi traído e morto numa emboscada aos 40 anos, depois de passar a vida lutando pela liberdade.
A história sempre é escrita pelos vencedores. Assim, no caso de Zumbi e da resistência negra, todos os registros foram apagados pelas pessoas que conservaram o poder ao longo do Império e na República: a elite governante, a quem não convinha a figura de um herói negro nos livros escolares. Nos últimos 30 anos essa atitude vem mudando e procura-se resgatar fatos sobre a influência negra na formação do Brasil.
Hoje em dia, os movimentos sociais escolheram essa data para mostrar o quanto o país está marcado por preconceitos e diferenças sociais. É um dia para todos pensarem na situação do negro, antes escravo e hoje ainda deixado de fora das oportunidades de trabalho e estudo no Brasil.
*Jurema Aprile é jornalista.
Por falar em Educação Indígena...
19 de abril
Dia do índio nasceu em 1940 no Congresso Interamericano
Da Redação
Em São Paulo
19 de abril de 1940 foi a data em que os delegados indígenas se reuniram pela 1ª vez em assembléia no Congresso Interamericano. Todos os países da América foram convidados a participar dessa celebração.
Reunida em Patzcuaro (México), a assembléia aprovou, entre outras propostas, o estabelecimento do Dia do Índio pelos governos dos países americanos. Este dia seria dedicado ao estudo do problema do índio atual pelas diversas instituições de ensino.
Segundo fontes oficiais, o Brasil tem hoje cerca de 560 terras indígenas e aproximadamente 460 mil índios. São 206 povos (ou etnias), concentrados, em sua maioria - 70% do total -, numa parcela da Amazônia Legal que engloba seis Estados: Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Mato Grosso e Pará. Além disso, a Funai (Fundação Nacional do Índio) também registra a existência de 40 povos isolados na Amazônia Ocidental.
Em densidade populacional, os seis maiores povos indígenas do Brasil são Guarani (30 mil), Ticuna (23 mil), Kaingang (20 mil), Macuxi (15 mil), Guajajara (10 mil), Yanomami (9.975).
INDICE
Um estudo inédito do economista Marcelo Paixão, coordenador do Observatório Afro-Brasileiro, mostra que a população indígena brasileira apresenta um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) próximo ao da Bolívia.
O IDH é um indicador da ONU que aponta o padrão de desenvolvimento humano em cada país. Ele é calculado a partir de indicadores de escolaridade, renda e expectativa de vida. O valor encontrado varia de zero, o pior desenvolvimento humano possível, a um, o melhor. Um índice acima de 0,800 é considerado de alto desenvolvimento humano.
Para o Brasil, o índice fica em 0,790, o que coloca o país na 62ª posição do ranking de 177 países divulgado em 2004. Os índios têm IDH de 0,683, próximo da Bolívia (114º no ranking).
Outros dados da tese mostram que não é apenas no desenvolvimento humano que os indígenas têm os piores índices. A taxa de mortalidade por desnutrição na população indígena adulta é de 11,2 por 100 mil habitantes, contra a média de 4,3 da população brasileira. A proporção de indigentes também é maior: 45% da população, contra 23% da média do país.
Origem
Os povos indígenas que hoje vivem na América do Sul são originários de povos caçadores vindos da América do Norte através do istmo do Panamá. Há milhares de anos -não há consenso entre os arqueólogos sobre a antigüidade da ocupação humana na América do Sul-, os povos indígenas ocuparam virtualmente toda a extensão do continente. De lá para cá essas populações desenvolveram diferentes modos de uso e manejo dos recursos naturais e formas de organização social distintas entre si.
Tradicionalmente, as sociedades indígenas não se fixavam a um mesmo território por muito tempo. As aldeias indígenas eram organizadas, levando-se em consideração a quantidade, a qualidade e a distribuição espacial dos recursos indispensáveis ao desenvolvimento de suas comunidades.
No Brasil, desde o século 16, existem instrumentos legais que definem e propõem uma política para os índios, fundamentados na discussão da legitimidade do direito dos índios ao domínio e soberania de suas terras. Esse direito - ou não - dos índios ao território que habitam está registrado em diferentes legislações portuguesas, envolvendo Cartas Régias, Alvarás, Regimentos etc.
Política
Até
Os índios também ampliaram sua cidadania, já são partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses. Assim, o principal objetivo da política indigenista hoje é a preservação das culturas indígenas, através da garantia de suas terras, e o desenvolvimento de atividades educacionais e sanitárias.
Entretanto, a insuficiência de recursos oficiais, a integração cada vez mais comum do índio às sociedades urbanas e os conflitos raciais e sociais dos povos brasileiros têm colocado em risco a concretização das propostas políticas e direitos indígenas garantidos por Constituição.
Fonte: Museu do Índio / Funai e Folha de S.Paulo
quarta-feira, 17 de março de 2010
PRESERVAR É REUTILIZAR!
SUCATAS
Desafio à criatividade
Costuma-se chamar de sucata ao material descartável, aquele material que aparentemente não tem mais utilidade, mas que, com um pouco de criatividade pode ser reaproveitado.
Sucata quem ainda não escutou está palavra tão falada atualmente?
Às vezes dependendo da escola que trabalhamos, e do seu poder aquisitivo temos que
encontrar caminhos para que nossas aulas não se tornem vamos dizer "chatas" sem "graça" , mesmice, enfim...
As sucatas estão a nossa disposição, um material de fácil acesso com um leque de oportunidades e maneiras de utilizá-lo.
A criação de um brinquedo de sucata é também uma proposta de mudança de desafio à nossa capacidade é um convite para uma pequena aventura.
O processo criativo nos introduz ao prazer de transformar, de tornar útil algo que até então era considerado feio e sem utilidade.
Esta magia pedagógica pode ajudar o professor a construir os recursos que enriquecerão e facilitarão o seu trabalho, mas o importante é que ele também será transformado pelo prazer de criar.
Quando partilhamos com uma criança a descoberta de um objeto cuja utilização pode ser rei ventada, estamos também mostrando o valor e o encanto das pequenas coisas.
Está atitude pode ser bem mais do que uma alternativa de material para brincar : é também é também uma alternativa para uma escala de valores.
Utilizamos sucata não só por ser gratuita, mas, porque nos proporciona oportunidade de para criar e nos libertamos do vicío do consumismo.
Tampas: As tampas de plástico colorido são um excelente material para as crianças brincarem e investigarem mil utilizações.
As tampinhas de pasta de dente são utilizadas como marcadores nos jogos de bingo (em vez de grão de feijão).
As tampas maiores (encontradas em frascos de desodorante, xampus, spray), pelo seu colorido rico, são utilizadas como material básico para mil jogos diferentes.
A seguir algumas sugestões para estimular o desenvolvimento do pensamento através das brincadeiras com tampas.
Sugestões para estimular o desenvolvimeto do pensamento através de brincadeiras com tapinhas.
Estes são alguns exemplos:Tampa ao cesto - Colocar um cesto a
- Dominó por cores - Joga-se da maneira tradicional, sendo que a cada jogada o jogador usará duas tampas: A 1ª que combine com a tampa da mesa (mesma cor) e a segunda tem que ser diferente, para dar prosseguimento ao jogo.
- Dominó de semelhanças - Também se joga de forma tradicional, sendo que uma tampa e outra deve haver pelo menos um fator em comum ( cor, forma, tamanho).
- Jogo da memória - Colocar várias tampas diferentes, viradas para baixo, sobre a mesa. Embaixo de uma delas colocar um pequeno objeto. Modificar a posição inicial das tampas e perguntar à criança onde está o objeto.
- Escravos de Jó - Jogo musicado que faz parte do folclore nacional.
- Apalpe e acerte - Colocar vários pares de tampas dentro de um saco, pedir à criança que, com as duas mãos dentro do saco, encontre, através do tato, duas tampas iguais.
- Qual está faltando? - Mostrar um conjunto de tampas para as crianças e, sem que ela veja, retirar uma delas e perguntar qual está faltando.
- A maior ganha - Distribuem-se as tampas entre os jogadores. Iniciado o jogo com uma tampa, o primeiro a jogar ganhará a tampa se apresentar uma outra maior do que aquela, e assim por diante . Vencerá quem ficar com maior número de tampas.
- Jogo da torre - A professora coloca a tampa maior no centro da mesa. As crianças deverão ir colocando uma tampa sobre a outra para formar uma torre. Perderá aquele que não puder contribuir na construção da torre ou aquele que derrubá-la.
- Come - come - Com tampas de todos os tamanhos (principalmente pequenas), espalhadas pelas mesas, os jogadores deverão cobrir com uma tampa grande o maior número possível de tampas menores , sem levantar a tampa da mesa , isto é, levantando apenas um de seus lados, movimentando-a pela mesa . Vence o jogo quem conseguir" comer" maior número de tampas.

